Imprensa Alternativa

Jornal Virtual, Fotos , Comentários, o dia dia de Vacaria, do país e do Mundo. Jornal criado em 11 de Maio de 2000 na cidade Porto Alegre/RS

Monumento lembra estudantes mortos

31 de março de 2008

no JB online 29 de março 2008 Monumento lembra estudantes mortos durante a ditadura militar Aline Beckstein, Agência Brasil RIO - Um monumento que traz uma bandeira dilacerada e com várias pegadas de vidro, representado os estudantes mortos pela ditadura militar, foi inaugurado na Praça Ana Amélia, no Centro do Rio, nesta sexta-feira, 40 anos após o assassinato do secundarista Edson Luís Lima Souto, que tinha 18 anos. É o primeiro monumento inaugurado em praça pública pela Presidência da República em memória aos mortos e desaparecidos durante o regime militar, segundo o ministro Paulo Vanucchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos. - É um patrimônio protegido por lei, que permite aos transeuntes pararem para perceber que, ao lado de figuras como Tiradentes, Frei Caneca e tantos outros heróis da História brasileira dos séculos 18 e 19, também há muitos heróis do século 20. E o Edson Luís encarnava, melhor do que ninguém, a estupidez da violência do regime ditatorial - disse Vanucchi. Uma placa contando a história do secundarista paraense também foi colocada na praça, que recebeu uma coroa de flores. Estudantes e antigos militantes do movimento estudantil acompanharam o ato. Um grupo da União Nacional dos Estudantes (UNE) levou uma faixa com os mesmos dizeres da que correu as ruas da cidade há 40 anos: "Mataram um estudante, podia ser seu filho". Jean Marc Von Der Weid, de 62 anos, que presidia o Diretório Acadêmico da Escola de Química da antiga Universidade do Brasil, hoje Federal do Rio (UFRJ), lembrou do dia em que Edson Luís foi morto. - Como não havia muitas faculdades com aulas à noite, resolvemos parar os espetáculos noturnos para trazer mais gente para a Cinelândia [no centro], com o objetivo de impedir que a polícia entrasse e roubasse o corpo dele. Nós chegamos a parar uma apresentação da peça Roda Viva. Eu entrei no palco e contei o que tinha acontecido. A Marieta Severo [atriz] teve uma crise de choro. O secundarista, que não era um ativista político, foi assassinado durante manifestação organizada pelos estudantes no restaurante que era conhecido como Calabouço, uma espécie de "bandejão" da época, por melhores refeições. Ele levou um tiro no coração e teve o corpo carregado pelos colegas, até a Assembléia Legislativa, para evitar que fosse levado pela Polícia Militar. O velório e a autópsia foram feitos na própria Assembléia. A mãe de Edson Luís, Maria de Belém Souto Rocha, viajou de Belém para participar da homenagem. Aos 84 anos, ela se disse "muito alegre e triste ao mesmo tempo" com a recordação do passado. - Foi uma homenagem linda, de que eu pude participar antes de morrer. Agradeço a vocês. [ 20:17 ] 28/03/2008

Golpe de 1964

DOCUMENTÁRIO SOBRE O GOLPE DE 1964 A TV Senado re-exibe nos dias 29 e 30 de março o documentário 1964 – 40 anos depois, dirigido por Chico Sant’Anna e César Mendes. O Documentário em três etapas recupera os bastidores do Golpe que derrubou João Goulart em 31 de março de 1964 a partir do depoimento de diversos personagens que tiveram presença marcante naquele dia. 1964 – 40 anos depois 1ª Parte - sábado, 29, às 16h30 2ª Parte - sábado, 29, às 21h30 e domingo, 30, às 13h30. 3ª Parte - domingo, 30, às 22h00 Assista e comente pelo e-mail tv@senado.gov. br A TV Senado pode ser sintonizada pelos canais: 36 UHF (Gama-DF), 40 UHF (João Pessoa), 43 UHF (Fortaleza), 51 UHF (Brasília), 53 UHF (Salvador), 55 UHF (Recife) e 57 UHF (Manaus). Também nos canais 07 da Net Brasília, 118 Sky , 217 Direct TV e 17 TECSAT. Pela internet a TV Senado é acessível pelo endereço WWW.senado.gov. br/tv. Um abraço.

Presos foragidos

CPC prende 109 foragidos e recupera 355 veículos em Porto Alegre 31/03/2008 10:26 Balanço divulgado pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC), referente ao período compreendido entre os dias 03 e 30 de março, mostra que as operações policiais desencadeadas pela corporação, visam o combate ao furto e roubo de veículos e a recaptura de foragidos. De acordo com levantamento do CPC, as operações de policiamento ostensivo, blitze, abordagens e fiscalizações nesse período, resultaram na recaptura de 109 foragidos e na recuperação de 355 veículos em ocorrência de furto e/ou roubo. Os dados do trabalho desenvolvidos pelo Comando - responsável pelos seis batalhões de policiamento da Capital (1º, 9º, 11º, 19º, 20 e 21º BPMs), mais o 4º Regimento de Polícia Montada (4º RPMon), o Batalhão de Operações Especiais (BOE) e o Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) - tornam-se ainda mais significativos se avaliados os demais indicadores. Ao todo, 290 pessoas foram presas em flagrante e apreendidas 155 armas, assim como 2.954 munições, dos mais diferentes calibres. O destaque do trabalho do CPC no período pode ser medido, ainda, na apreensão de 1,63 quilo de maconha, 2,48 quilos de cocaína, 4,36 quilos de crack e em 15 gramas de haxixe.

Cursos de qualificação

DEPARTAMENTO DA GUARDA MUNICIPAL REALIZA CURSOS DE QUALIFICAÇÃO No dia 01 de abril, às 14h, o Departamento da Guarda Municipal estará realizando a qualificação dos servidores da Guarda Municipal, através dos cursos contidos no projeto Rede de Mediação Cidadã (SENASP) e ministrados pela empresa CATI SUL LTDA. A aula inaugural será sobre Direito Ambiental, terá a duração de 3 meses e qualificará todo o efetivo da Guarda. Fonte: Prefeitura de Vacaria

Nota do Editor

Estatísticas do blog: Acessos hoje: 8 Acessos este mês: 1182 Total de acessos: 8719 Estatísticas dos posts mais acessados: Título Criado em Hoje Este mês Total Editorial de Opinião 18.03.08 10:54:28 3 3 3 Editorial de Opinião 18.03.08 10:54:31 3 3 3 discurso de Obama parte Final 25.03.08 10:07:12 2 2 2 Revolução Democrática 31.03.08 10:50:40 2 2 2 Condutor embriagado 26.03.08 10:01:41 2 2 2 Prezados Leitores (as) o nosso crescimento vem sendo muito grande demonstra a seriedade do nosso trabalho e nossa luta diaria para fazer um mídia alternativa numa cidade sem cultura como Vacaria. Sabemos que temos desafios pela frente precisamos mudar muita coisa e porque não disser até de cidade para que o nosso projeto tenha um grande desenvolvimento estamos pensando nisso e tentando buscar a mudança. Muito obrigado pela preferência vamos continuar lutando. Um abraço Paulo Furtado Editor-Chefe Jornal Negritude

Comentário do Leitor

Comentado em 31.03.08 às 11:27:03 por Theodiano Bastos - Vitória - ES Achei interessante seu jornal alternativo. Leia ‘A DESESPERANÇA DOS JOVENS" E "A VIOLÊNCIA VEM DA PERIFERIA", theodiano.blog.terra.com.br

Seminário

SEMINÁRIO A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados Federal, aprovou requerimento apresentado pela Associação Nacional dos Advogados Afrodescendentes, requestando a realização do I Seminário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Assim, levo ao conhecimento de todos(as) que o I Seminário de Políticas de Promoção da Igualdade Racial se realizará no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, nos dias 7 e 8 de maio de 2008, congregando parlamentares de diferentes partidos, pesquisadores e profissionais da Carreira Jurídica, acadêmicos e representantes de organizações do movimento Social Negro para uma ampla reflexão e avaliação de políticas públicas que conduzam efetivamente à sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos que consta do preâmbulo de nossa Cosntituição. Informações:nas Comissões de Legislação participativa tel: (61) 3216-6700/6690 e-mail:clp@camara. gov.br, Comissão de Direitos Humanostel: (61) 3216-6700/6690 e-mail:cdh@camara. gov.br ou ANAAD TEL: (71) 3329-9385 e-mail: faleconosco@ anaad.org. br signature

Revolução Democrática

A “REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA” DE 64 E A FORMAÇÃO IDEOLÓGICA DAS FORÇAS ARMADAS Marcelo Dorneles Michel Professor de Filosofia e de Sociologia marcedorneles@ yahoo.com. br Estamos em uma data significativa, trinta e um de março. Data que representa o vermelho do sangue de homens dignos derramado arbitrariamente por nossos militares. Isso mesmo! Pelos militares, justamente aqueles que deveriam defender a pátria brasileira. Trinta e um de março de sessenta e quatro, o dia do golpismo. Data que não deve ser apagada da memória dos brasileiros. E não deve ser esquecida para que golpismo e arbitrariedades como aquele não aconteçam jamais. É interessante, e poucos refletem sobre isso, o perigo da formação ideológica de uma categoria que tem sob suas mãos o poder das armas. Por possuir poder dessa imensidão, é justa e prudente a neutralidade política no máximo que for possível da instituição que a exerce. Por que, então, nossos militares recebem formação direitista e conservadora dentro das academias das forças armadas? A que interesses essa formação serve? Falo com conhecimento de causa, pois passei alguns anos nas fileiras do exército como oficial temporário. Passamos por tentativas de doutrinação a favor do pensamento político direitista conservador, a ponto de tentarem nos convencer, com convicção, dos erros intencionais cometidos pelos historiadores ao contar a história do Brasil durante o Regime Militar. É inconcebível, na caserna, alguém ousar demonstrar um mínimo de simpatia por partidos, movimentos ou pessoas ligadas a tendências populares ou progressistas. Em uma instituição que preza a hierarquia e disciplina, e faz isso corretamente por ter a força das armas, não raramente presenciei atos de desrespeito ao chefe maior das forças armadas, o Presidente da República. Analfabeto, burro, guerrilheiro, alcoólatra e despreparado eram as formas de se referirem ao presidente Lula. Desrespeitoso foi também como o comandante de minha unidade, se referiu ao se chefe Nelson Jobim, Ministro da Defesa, ao chamá-lo de despreparado em frente aos seus oficiais, durante uma reunião com os mesmos – o famoso Bom Dia. No Exército, descobri que não houve golpe, mas uma “revolução democrática”. Revolução que suspendeu e cassou direitos políticos, impediu os moradores de cidades consideradas estratégicas de elegerem seus prefeitos; depuseram governadores eleitos democraticamente; censuraram a imprensa; torturaram e mataram cidadãos que lutavam pela dignidade, justiça, liberdade e paz em nosso país; mantiveram presos e/ou exilados personalidades como Paulo Freire, Frei Betto, Betinho e tantos outros cidadãos que tanto contribuíram para o desenvolvimento intelectual, artístico e cultural de nossa nação. Tudo isso fez a “Revolução Democrática de 64” , que eu prefiro chamar de golpismo. Mesmo assim o governo federal do presidente Lula, concede a esta categoria, em seus seis anos de governo, aumento de mais de 30% em seus soldos. Aumento que o ex-presidente Fernando Henrique, idolatrado por parte das forças armadas (porque outra parte ainda o achavam muito progressista) , em seus mais de 8 anos de governo, não concedeu. Aliás, quais as categorias do funcionalismo público receberam aumento deste nível? Mesmo assim, os militares ridicularizam o presidente e vários de seus ministros que lutaram pela redemocratizaçã o do Brasil nos anos de pau-de-arara. Lula e seus ministros mostraram hombridade suficiente para superar os traumas de perseguidos e presos políticos tentando uma reaproximação com os militares na perspectiva do diálogo para o desenvolvimento da país. Reaproximação materializada na questão salarial e no reaparelhamento das forças armadas, que nas últimas décadas política (Sarney, Collor, Itamar e FHC) ficou renegada ao sucateamento. Os militares, por puro conservadorismo direitista e autoritarismo doentio, continuam resistentes. Insistem em ver tudo o que é popular, tudo o que vem do povo como “ameaça comunista”. O governo, segundo eles, é para ser governado somente pela elite, pois as vêem como a única capaz. Mas, afinal de contas, o que teve de bom o Brasil governado pelas elites pré-Lula? Em que ficamos melhores? Nossos sistemas de saúde e de educação são melhores que o cubano? Nossas forças armadas são melhores aparelhadas que a chinesa? Acordem militares! Ainda há tempo de repararem o sangue de inocentes por vocês derramados entre aquele 31 de março de sessenta e quatro e a “abertura” no ano de 84. É só trabalharem para que em nosso país se faça a construção da igualdade, da dignidade, da justiça e da paz! Quem sabe se aproximem das forças populares para que um novo Brasil aconteça, já que distante destas forças vocês fracassaram.

Ditadura Militar

Foi uma longa noite! Me recordo dela destruindo sonhos, gentes "desaparecendo" , nos rios, nos porões do DOPS, depois nos DOI-CODIs de todo o Brasil. Eu era um menino-desadolescen te, era estudante consciente, mas tudo acabou de repente, naquelas fardas repletas de medalhas e pingentes. Os novos dirigentes não precisavam de gente. Precisavam da pusilanimidade, dos lambe-botas, da unanimidade, do ajoelhar daquele dia, de toda covardia. Deram o golpe de Estado e compuseram o que quiseram. Criaram leis, decretos, institucionais, atos severos e não banais, fizeram do Brasil céu de anil, exemplos da p.q.pariu. Prenderam e arrebentaram, massacraram e torturaram. Do chão a semente plantaram sem dó, o medo, o degredo, roubaram até a aliança da minha avó. (era ouro para o bem do Brasil - do bolso deles.) O lixo, o restolho, os rebotalhos das delegacias, viraram da noite para o dia, AUTORIDADE! Estava plantada no planalto a DITADURA MILITAR - Brasil-EEUU (leia-se Estados unidos). Nós aqui: fodidos. Veio MEC-USAID, veio Globo (Time-Life), veio Veja, vieram ministros-generais, todos diretores de multinacionais. Criaram uma nova profissão: general ladrão. Andreazza para a ponte Rio-Niteroi, Costa Cavalcanti, para Itaipu, Roubo que até hoje dói. Não é preciso procurar de lanterna, basta ver a dívida externa. Era preciso fazer um novo país servil, mudanças para desmontar o Brasil, cassar políticos nacionalistas, prender lideranças estudantis, operários e sindicalistas. Um grande plano foi montado, para a justiça foi reservado, atividades sem garantias, para todos os juizes togados: libertar presos políticos, juízes eram castigados. Habeas-corpus suprimido e, os desmandos policiais generalizados. Inocentes, ou culpados, até prova em contrário, respondiam no cartorário. Nem os livros se podia ler, até conversar era temerário. Havia sempre um dedo-duro cumprindo um papel de otário. Nem os jornais iam dizer a verdade e o acontecer. Nas matérias censuradas, podem crer, iam receitas de bolos e textos literários. Ó Lusíadas de Camões, nunca foi tão lidas pelo parvo. Quem podia, se sumia, cientistas, cultores do saber, gente de bem com a Pátria. Tudo se ia. Uns pra Europa se podia, Quem não podia, aqui mesmo era enquadrado.( SE FODIA) Milico virou poder, poder degenerado. Era de se crer, um poder desmascarado. Aos jovens não se perdoou a altivez, as marchas e as passeatas. Cães, botas, cavalos e cacetadas, massacrando, ferindo, e, esperando, talvez uma moçada silenciada. Ledo engano. Daquela luta ou se fez, da força, da luta armada. Embora com estilingues, outras vez, lutando pela Pátria amada. Então, esse Estado usurpado, aos estrangeiros- imperialistas servindo, fez da força a carnificina. Fez do Estado um pecado: matou homem, criança e menina, na tortura, no choque e no machado. Muitos corpos até hoje, nunca foram encontrados. Os assassinos de Estado, serviçais da elite e de nações devoradoras, aos poucos foram sendo solapados. A nação se cansou, abriu os olhos democratas. Uma nova sociedade precisava. Precisava de um novo Estado. Uma democracia nova, sem milicos e sem golpistas. Precisava de um espaço coerente, uma nova fonte de vista. A democracia se fez, com eleições e Anistia. A ditadura se foi mas, até hoje seus males persistia. PERSISTE! 44 ANOS DA DESGRAÇA DESTE PAÍS. 44 ANOS DA DITADURA MILITAR-EEUU. Fonte: Carta o Berro

Morte Richard Widmark

Richard Widmark » Idade: 93 anos » Nascimento: 26/12/1914 » Falecimento: 25/03/2008 » País de nascimento: Estados Unidos » Local de nascimento: Sunrise, Minnesota Em 1947, nascia uma nova estrela de cinema: Richard Widmark. Do dia para a noite, aquele desconhecido ator, cuja carreira até ali se limitava a passagens pelo rádio e teatro, tornava-se uma celebridade na indústria de entretenimento mais poderosa do mundo. Logo na sua estréia, no papel de Tommy Udo, o vilão risonho e sociopata de O Beijo da Morte, de Henry Hathaway, Widmark estabeleceu-se como um dos mais importantes intérpretes americanos do pós-guerra, que não se intimidava em viver nas telas personagens de temperamento difícil, conflituosos ou corruptos, e que, quase sempre despertava a antipatia do público. Richard Widmark nasceu no dia seguinte ao natal de 1914, no estado de Minnesota. Seu amor pelo cinema surgiu logo na adolescência. Era a época dos famosos filmes de terror da Universal, como Drácula e Frankenstein. Seu primeiro grande ídolo foi Boris Karloff. Apesar do interesse pela sétima arte, Widmark nutria a idéia de seguir a carreira jurídica. No entanto, quando seu colégio anunciou a encenação da peça O Conselheiro (filmada anos depois por William Wyler, com John Barrymore na pele de um advogado), Widmark se candidatou e ganhou o papel. Na noite de abertura, percebeu que ser um advogado na vida real não tava com nada. Muito mais legal seria representar um. Tomou a decisão na hora: jogou a idéia da beca pra escanteio e partir para a vida artística. Em 1938, mudou-se para Nova York, onde começou a trabalhar em novelas de rádio. Foi dispensado de lutar pelos EUA na 2ª Guerra Mundial por problemas de audição. Estreou na Broadway em 1943 na peça Kiss and Tell. Continuou atuando nos palcos pelos anos seguintes, mas sempre em papéis leves, anos-luz daqueles que viveria no cinema. Logo após a guerra Widmark assinou um contrato de sete anos com a 20th Century Fox. Foi o chefão Darryl F. Zanuck que, ao ver seu teste para o personagem de Tommy Udo, bancou sua participação em O Beijo da Morte, contrariando até mesmo a opinião do diretor Hathaway (na época dos grandes estúdios os diretores eram vistos como meros funcionários, sem direito a qualquer opinião na escolha do elenco ou na montagem final). Mesmo num papel pequeno, Widmark roubou a cena, forçando o departamento de marketing da Fox a concentrar a publicidade do filme na sua figura e não no astro Victor Mature. Por sua interpretação, o ator recebeu aquela que seria sua primeira e única indicação ao Oscar e venceu o Globo de Ouro de revelação do ano. Pelos três filmes seguintes (Rua Sem Nome, A Taverna do Caminho e Céu Amarelo), Widmark interpretaria variações do mesmo personagem. A Fox, então, cedeu as pressões do ator e lhe reservou um papel mais simpático em Capitães do Mar, de novo dirigido por Henry Hathaway. Widmark encerrava a década de 40 com cinco filmes no currículo e no auge da popularidade. Os anos 50 começaram em alta. De cara, em 1950, Widmark foi escolhido pelo já prestigiado diretor Elia Kazan para viver o protagonista de Pânico nas Ruas. O ator interpretava o Chefe da Saúde Pública de Nova Orleans que corre contra o tempo para encontrar as pessoas infectadas com o vírus de uma perigosa doença. Widmark estabelecia-se como um intérprete moldado para o gênero noir. No mesmo ano, ele estrelaria dois outros importantes trabalhos: Sombras do Mal, de Jules Dassin (refilmado em 1992, com Robert De Niro), e O Ódio é Cego, drama anti-racista, dirigido por Joseph L. Mankiewicz e que marcou a estréia de Sidney Poitier nos cinemas (dizem que, nos intervalos das filmagens, Widmark pedia desculpas a Poitier pela crueldade das palavras que seu personagem dizia ao negro vivido pelo colega). Seguiram-se outros trabalhos de relevo: o cultuado Anjos do Mal, de Samuel Fuller; Almas Desesperadas, ao lado de Marilyn Monroe; o faroeste A Lança Partida, no qual Widmark dividiu o estrelato com Spencer Tracy, Robert Wagner e Jean Peters. Nesse último gênero, o ator estrelou ainda A Última Carroça, de Delmer Daves, e Minha Vontade é a Lei, de Edward Dmytryk. Já desligado da Fox, Widmark fundou sua própria produtora, a Heath Productions. Nesta época, o ator conheceu dois de seus raros fracassos: o drama Santa Joana, de Otto Preminger, e O Álamo, de John Wayne. Recuperou seu prestígio em 1961, com Julgamento em Nuremberg, de Stanley Kramer. Widmark interpretou o Coronel Tad Lawson, responsável por levar quatro nazistas para o banco dos réus acusados por crimes contra a humanidade cometidos durante o Holocausto. Ao seu lado, estrelas do porte de Spencer Tracy, Burt Lancaster, Montgomery Clift, Judy Garland e Maximilian Schell (que acabou levando o Oscar daquele ano). Logo em seguida, Widmark trabalhou em dois filmes de John Ford em seqüência: Terra Bruta, em que o diretor revistava alguns dos temas já abordados em Rastros de Ódio, e Crepúsculo de uma Raça, espécie de pedido de desculpas de Ford aos índios americanos. Fechou os anos 60 com uma de suas interpretações mais elogiadas pela crítica, o amoral detetive Daniel Madigan, no policial Os Impiedosos, de Don Siegel, espécie de precursor da série Dirty Harry. Ao longo dos anos 70, Widmark passou a ser visto basicamente em personagens coadjuvantes. Esteve em O Assassinato do Expresso do Oriente, de Sidney Lumet, O Último Brilho do Crepúsculo, de Robert Aldrich e As Pedras do Dominó, novamente com Stanley Kramer. Seu último trabalho para o cinema foi A Um Passo do Poder, dirigido por Herbert Ross em 1991. Para toda uma geração de cinéfilos, Richard Widmark pode ser encarado como um dos grandes heróis da telona. Seja interpretando vilões, psicopatas, detetives, galãs, cowboys ou militares, sua personalidade transmitia um verdadeiro magnetismo à platéia. Era dele que o público lembrava ao sair do cinema (prova disso é que quase ninguém lembra quem era o ator principal de O Beijo da Morte). Talvez por ter atuado em filmes que só passaram a ser valorizados a partir dos anos 60 (lembremos que os thrillers e os filmes noirs sempre foram tidos como produções de segunda linha, tanto pelos estúdios quanto pela própria crítica americana), seu talento não foi devidamente percebido na época. No entanto, ao contrário de um Bogart, por exemplo, que morreu antes de virar um mito, Widmark felizmente viveu o suficiente para ver sua figura transformar-se num objeto de merecido culto e reconhecimento. Por Régis Trigo 28/03/2008 Fonte: Cine Player

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